Blockchain e Bitcoin: investindo no mercado imobiliário via crowdfunding

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Por Alex Silva

O mercado de investimentos está sendo profundamente afetado pela crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Nesse momento, a plataforma Blockchain e o Bitcoin surgem como uma possibilidade de investimento interessante para aplicação no mercado imobiliário, através do crowdfunding.

Em meio ao caos econômico, muitos investidores estão procurando por investimentos alternativos.

A B3, principal Bolsa de Valores brasileira, apresenta um resultado negativo em 2020, quando comparada ao ano anterior, com queda da maior parte das ações.

O IBOVESPA, índice que mede o desempenho da B3, chegou a bater 120.000 pontos em 2019.

Porém, com a chegada da COVID-19, esse índice caiu para menos de 62.000 em março de 2020. No momento, o IBOVESPA continua abaixo dos 100.000 pontos.

Todos esses fatores refletem no valor das maiores empresas listadas na B3, como Petrobrás, Vale e Ambev, que também sofrem com a crise sanitária e político-econômica que atinge o Brasil neste ano.

Dessa maneira, os investidores estão buscando por alternativas confiáveis de aplicação.

Assim, os investimentos baseados na plataforma Blockchain – principalmente, utilizando o Bitcoin – passam a ganhar destaque no mercado financeiro.

Nesse cenário, cada vez mais o Bitcoin vem sendo considerado como um ativo de proteção.

Se você quer entender como o Blockchain e o Bitcoin podem te proteger dos riscos financeiros promovidos pela crise do coronavírus enquanto serve como plataforma de investimento coletivo imobiliário, acompanhe nossas informações abaixo:

Ativos de Proteção

Os ativos de proteção ou ativos refúgio são aqueles que conseguem reter o próprio valor durante períodos de crise financeira.

Tradicionalmente, o dólar americano e o ouro são exemplos de ativo de proteção, já que costumam ser buscados durante períodos de incerteza econômica.

Há diversos fatores que levam alguns ativos a segurar o próprio valor durante os momentos de turbulência econômica:

– Crença baseada em motivos culturais de que aquele é um bem seguro

– Movimentos econômicos anteriores que demonstram a força do ativo

– Ativos baseados em indústria e comércio indispensáveis, como o setor da alimentação e higiene

Dessa forma, quando há a possibilidade de queda acentuada no valor dos ativos do mercado financeiro, os investidores “correm” para assegurar ativos refúgio, com a intenção de proteger o patrimônio, mesmo que isso signifique retornos menores comparados aos investimentos de maior risco.

Embora a intenção dos ativos de proteção seja resguardar o patrimônio, é comum que o valor deles aumente consideravelmente nessas situações de crise, o que acaba favorecendo os investidores que adotam tais posições com antecedência.

Recentemente, um ativo inusitado vem ganhando destaque como proteção: o Bitcoin.

Bitcoin como ativo de proteção

Imagem: Acervo Alex Silva

O Bitcoin é tido pelo grande público como um ativo extremamente volátil, ou seja, cujo valor está sujeito a grandes variações em períodos curtos de tempo.

Há uma considerável verdade nesta afirmação, conforme se observa no gráfico.

É possível notar que os movimentos apresentados pelo ativo durante o período de três meses foram diversos: no meio de março de 2020, por exemplo, ele atingiu um patamar baixo para o seu padrão habitual.

Porém, o interessante é que o Bitcoin sempre recupera o seu valor rapidamente, de acordo com o que demonstra o gráfico.

Isso acontece porque, assim como qualquer outro ativo, o Bitcoin depende muito de uma variável em específico: a confiança das pessoas.

Quem adota e investe no Bitcoin confia no seu potencial disruptivo em relação aos ativos tradicionais.

Algumas características transformam o Bitcoin em uma excelente alternativa de proteção contra o momento caótico apresentado pela pandemia da COVID-19:

– Movimento de preços do BTC tem se assemelhado ao do ouro

– Rede de milhões de pessoas que acreditam no valor do Bitcoin

– Resguardo contra a forte desvalorização do Real em momentos de crise

– Liquidez elevada, pois é aceito em qualquer lugar do mundo

Nesta linha, uma das formas mais interessantes de diversificação do portfólio de investimentos através do uso da tecnologia Blockchain e do Bitcoin é através do crowdfunding imobiliário.

Crowdfunding Imobiliário

O crowdfunding ou investimento coletivo consiste na obtenção de capital para ser aplicado em iniciativas de interesse múltiplo.

No caso do crowdfunding imobiliário, a ideia é a mesma: o financiamento coletivo de um projeto imobiliário em troca de parte do VGV – Valor Geral de Vendas – que o empreendimento obtém.

O formato de investimento em questão é regulamentado pela CVM, através da Instrução 588/2017.

No investimento coletivo imobiliário, a grande questão é a possibilidade de democratização do acesso ao ativo, já que é possível começar a investir a partir de valores baixos, ao contrário dos investimentos imobiliários tradicionais.

A prática é mais disseminada nos mercados estrangeiros, em especial nos EUA, devido às taxas de rentabilidade atrativas e o baixo custo de acesso ao investimento.

Crowdfunding Imobiliário, Blockchain e Bitcoin

O crowdfunding imobiliário permite que diversas pessoas possam entrar no mercado de investimento imobiliário, normalmente tido como inacessível.

Para fazer isso, basta se cadastrar em uma das plataformas eletrônicas disponíveis na internet, como a Bricksave, Glebba e a URBE.

Para começar, o investidor deverá inserir as suas informações, verificar as possibilidades de investimento e aplicar a quantia desejada.

Algumas dessas plataformas, como a URBE, permitem o pagamento do investimento em Bitcoins, a primeira, a mais forte e valorizada das criptomoedas na atualidade.

Para as pessoas que desejam ter mais segurança e privacidade no processo de investimento, aplicar através do Blockchain é a melhor maneira, já que a tecnologia é descentralizada e não depende de Bancos ou de outras instituições financeiras tradicionais.

O Bitcoin e outras criptomoedas têm sido muito utilizadas para financiar projetos de interesse coletivo em todo o planeta, devido às características da plataforma Blockchain que apresentam:

– Transparência das transações, que ficam registradas no Blockchain

– Descentralização das informações gera segurança contra-ataques

– Sistema de pagamentos rápido, que funciona 24/7

Se você tem interesse em começar a investir no mercado imobiliário, é interessante verificar uma das plataformas digitais e os projetos disponíveis.

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Alex Silva é colunista do Inova360/R7 e comentarista do Programa de TV Inova360, na Record News. É palestrante e consultor de Bitcoin, Criptomoedas e Blockchain.