Falando em termos práticos (ou nem tanto…).

A formula é a seguinte: Visão, audição, tato, e olfato devem convergir para o mesmo Arquétipo. Simples, não? Sim, mas simples não significa fácil. Assim como ganhar dinheiro na Bolsa basta comparar na baixa e vender na alta, ou, pra ser um campeão no golfe, basta acertar as bolas dentro dos buracos e não fora. Simples, mas vai fazer!

 

“E porque Arquétipos?”

Segundo Jung, os arquétipos são conjuntos de “imagens primordiais” originadas de uma repetição progressiva de uma mesma experiência durante muitas gerações, armazenadas no inconsciente coletivo.

Os arquétipos do Mago, do Herói e do Fora de Lei são exemplos de algumas figuras que todos nós temos no imaginário desde criança. Independente de onde fomos criados, do país que vivemos e das nossas religiões e crenças, essas imagens são muito parecidas para todos.

 

No livro “O herói e o Fora da Lei” , Carol S. Pearson explorara o universo dos arquétipos de Jung e mapeia as principais características de 12 grandes grupos comportamentais. Com esse mapa em mãos, especialistas em marketing, branding e gestores de marca passaram a ter um sistema de administração de significados confiável e relevante. Criar uma imagem arquetípica para as marcas permite uma melhor identificação com os consumidores, visto que estes conceitos já foram vastamente estudados pela psicologia e são utilizados na comunicação humana e nas narrativas há milênios.

“E o que a minha imagem pessoal tem a ver com gestão de marcas?” Da mesma forma que um gestor de marca cria um sistema de sinais e comunicação coerente e confiável, o profissional, como indivíduo, precisa respeitar esse mesmo princípio de coerência ao transmitir sua imagem. O preço que se paga ao misturar estímulos de arquétipos diferentes é a desconfiança, o estranhamento, a resistência. O cruel disso tudo é que esse sentimento negativo é formado no inconsciente do seu interlocutor. Quem nunca conversou com alguém e pensou: “não sei explicar, mas tem alguma coisa nessa pessoa que não me inspira confiança, algo que não me cheira bem”. Essa é, definitivamente a ultima percepção que desejamos causar após uma apresentação ou reunião e negócios.

Nas próximas postagens vamos explorar os acordes aromáticos associados a cada um dos 12 arquétipos do livro, que podem (e devem) ser usados na construção da sua imagem/marca pessoal. Serão eles:

  • O Inocente
  • O Órfão
  • O Guerreiro
  • O Caridoso
  • O Explorador
  • O Amante
  • O Criador
  • O Governante
  • O Mago
  • O Sábio
  • O Bobo da Corte

Tenho certeza que se você está lendo essa coluna, já sabe como atuar nos 3 outros sentidos pra construção da uma imagem coerente com os arquétipos listados, minha missão é contribuir com a sensação olfativa.

Em tempo: Notaram os termos em itálico no 4º parágrafo? Pois é, até para nos referirmos ‘a nossa intuição ou a algo que não sabemos explicar, usamos descritores olfativos!!

 

 

 

Fernando Lacerda é Parfum Prosumer

Executivo da área de Recursos Humanos, Fundador e sócio da Arezzo Consultoria em Gestão Mentor para processos seletivos e temas relacionados a Gestão de Pessoas. MBA em Liderança e Gestão de Empresas pela BSP, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie, Pós-Graduado em Marketing pela Universidade Mackenzie, Especialização em Telemarketing e Serviço ao Cliente pelo ITSC. Desenvolveu trabalhos em grandes corporações internacionais, empresas médias nacionais até start ups. Professor de Negociação da FIA e Instituto Inlacce, especialista em vinhos com certificação internacional WSET, Sócio e diretor técnico da WCAVE Vinhos de Curadoria Importadora, Cantor Lírico e Patinador Maratonista.

 

 

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