Saiba o que vai ser tendência no mundo "cripto" no ano de 2020

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Por Geraldo Marques

O ano de 2020 está batendo na porta e muito ainda se fala sobre o que esperar das criptomoedas e da tokenização em si. Por isso, neste artigo, listo as quatro principais tendências deste tipo de mercado e o que esperar dele.

1 – A febre das moedas estáveis – É fato que as moedas estáveis vão ser tendência, em todos seus aspectos. A volatilidade relacionada à criptomoeda está ficando para trás, dando lugar as chamadas stablecoins. E do que se trata essa stablecoin, você deve estar se perguntando? São tokens vinculados a outros ativos, ou seja, que possuem lastro. Pode ser a outra moeda, como o dólar, por exemplo. Ou até mesmo a qualquer outro ativo que faça parte do tradicional modelo econômico e que esteja a um valor real, a um lastro.

2 – As grandes empresas e a tokenização – Você já deve ter percebido que, como os tokens de criptomoedas oferecem uma alternativa sem a necessidade da intermediação de terceiros aos serviços tradicionais de transferência de dinheiro, entre outras vantagens, as grandes empresas estão analisando como não ficar de fora deste processo. Prova disso é que as moedas estáveis estão cada vez mais na mira de grandes players das áreas de tecnologia e organizações financeiras multinacionais. Vale lembrar que, já no começo do ano, a poderosa rede social Facebook anunciou sua entrada no novo mundo cripto, criando seu próprio token, que tem previsão de lançamento para o ano que vem. Resta saber quem mais está agindo na surdina para ter a sua própria moeda estável.

3 – Aplicativos baseados em tokens – Até mesmo os aplicativos, que já tiverem no topo, ainda podem continuar surfando na onda das criptomoedas. Funciona da seguinte forma: aplicativos que estão se baseando em tokens, que incluem Brave Browser, Steemit e WiBX, experimentaram um aumento exponencial de usuários. O Brave, por exemplo, ultrapassou 8 milhões de usuários, recentemente. O app apresentou uma parceria com a Everipedia, enquanto a Steemit anunciou o Smart Media Tokens, uma nova criptomoeda dedicada aos empreendedores de conteúdo digital.

No Brasil, temos o exemplo da WiBX, moeda inclusive que ajudei a implementar em toda sua estratégia. WiBX é a primeira moeda voltada exclusivamente às relações de troca entre marcas e consumidores do setor do varejo. A expectativa em cima dela é tamanha que se trata da primeira moeda do país listada no Mercado Bitcoin, principal corretora de moedas digitais do Brasil, que possui uma carteira de mais de um milhão de clientes. As transações de troca, compra e venda da nova moeda virtual na corretora começam em 2020. É, também uma moeda democrática: o consumidor pode ganhar WiBX usando apenas um smartphone. O usuário baixa o aplicativo, faz seu cadastro e em seguida tem a possibilidade de compartilhar, curtir e recomendar, em  seus perfis das  redes sociais Facebook, Twitter e Whatsapp, as campanhas das marcas presentes na plataforma e, com isso, ganhar utility tokens.

4 – Criptomoeda como protagonista do cenário financeiro

Polêmicas à parte, os principais players do mundo financeiro também não têm ficado de fora do mundo cripto. Prova disso é que o CME Group e até mesmo a Bolsa de Valores de Nova York oferecem contratos futuros de Bitcoin, serviços de custódia e variadas opções para investidores institucionais. O resultado: cada vez mais investidores aportam grandes quantias de dinheiro em criptomoedas.

Resta agora aguardar as tendências se concretizarem já que o mundo cripto muda a cada segundo, de forma veloz e imparável. Quem viver, verá!

Geraldo Marques assina a Coluna Mundo Blockchain no Inova360, parceiro do portal R7. É especialista em criptomoedas, co-fundador da WiBX, primeiro token do varejo nacional e sócio-fundador e CEO da CONECTELO.

www.conectelo.io